A Peugeot 308 SW é a interpretação familiar do 308 no segmento C: prática, elegante e tecnologicamente atualizada. A bagageira de 608 litros (548 L nas PHEV) e o i-Cockpit com duplo ecrã são marcas da geração atual (P5), que trouxe híbridos plug-in e mild hybrid. A primeira 308 SW (T7, 2008) herdou muito do 307, enquanto a segunda (T9, 2014) migrou para a plataforma EMP2, elevando qualidade, comportamento e eficiência — valendo à gama 308 o Car of the Year 2014. Em 2017, ganhou retoques e mais ADAS. A atual P5 (lançada em 2022, renovada em 2025/26) ampliou tecnologia e eletrificação: PHEV 180/225 e, mais tarde, 195 cv, além do Hybrid 136 48V. Mantém opções térmicas (1.5 BlueHDi 130) e reforça o conforto/qualidade percebida. Hoje, a 308 SW mede forças com Octavia, Golf Variant, Focus Sportbreak e Corolla TS, distinguindo-se pelo desenho e pelo equilíbrio entre dinâmica e usabilidade, especialmente nas versões eletrificadas.
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Quando a Peugeot apresentou a 308 em 2007, o objetivo era reconquistar terreno no competitivo segmento C europeu, dominado por referências como o Volkswagen Golf e o Ford Focus. A variante carrinha — a 308 SW — chegaria em 2008 para substituir a 307 SW, respondendo à procura por familiares compactas mais eficientes e versáteis. O contexto era de transição tecnológica: motores a gasolina e Diesel mais limpos, caixas automáticas a evoluírem e, já então, os primeiros passos rumo à eletrificação leve. A SW prometia modularidade e espaço sem abdicar de um estilo assumidamente francês. A primeira geração, conhecida internamente como T7 (2008–2013), assentava numa evolução da base do 307 (PF2). Oferecia motorizações como os 1.6 VTi 120 e 1.4 VTi 95 a gasolina e os Diesel 1.6 HDi 90/110 e 2.0 HDi 136, com caixas manuais de cinco/seis e, em algumas versões, automática de seis. O design era alto e luminoso, com a típica assinatura felina da Peugeot da época; a SW podia até acomodar uma configuração de sete lugares em mercados específicos. A crítica elogiou a habitabilidade e a bagageira face à berlina, embora a dinâmica e o peso acusassem a herança do 307. Em 2013/2014 chegou a segunda geração (T9), já na moderna plataforma EMP2. A redução de massa e o acerto de suspensão trouxeram um salto no comportamento, enquanto o habitáculo estreou o i-Cockpit, com volante compacto e instrumentação elevada. A gama mecânica passou a incluir o 1.2 PureTech de 110/130 cv e os BlueHDi 100/120/150, além do mais performante 2.0 BlueHDi 180 com caixa automática Aisin (EAT6) nas versões GT. A qualidade percebida e a eficiência foram tão marcantes que a família 308 arrecadou o Car of the Year 2014, e a SW, lançada em 2014, consolidou-se como alternativa racional aos SUV nas famílias e nas frotas. Um facelift em 2017 afinou o estilo e reforçou os assistentes de condução. A terceira geração (P5), apresentada em 2021 e comercializada em Portugal desde 2022 na carroçaria SW, evoluiu a EMP2 e inaugurou o novo emblema do leão. Trouxe uma oferta eletrificada robusta: híbridos plug-in HYBRID 180 e HYBRID 225, com bateria em torno de 17–19 kWh e autonomias WLTP que, nas atualizações, chegaram a cerca de 60–85 km; e, mais tarde, o mild-hybrid Hybrid 136 e-DSC6 (48V). O Diesel 1.5 BlueHDi 130 com EAT8 manteve-se como pilar para grandes rodagens. Em 2025/26, a gama recebeu um restyling com dianteira redesenhada e tecnologia revista (infotainment i-Connect, ADAS, badge iluminado), além de uma nova iteração PHEV em torno dos 195 cv em alguns mercados. Ao longo das gerações, a 308 SW somou edições com enfoque empresarial (Business) e versões GT de cunho mais dinâmico. Embora o grosso das distinções tenha recaído sobre a berlina, a SW foi, para muitas frotas europeias, o “Company Car” preferido, juntando consumo com espaço. A Peugeot investiu também na ergonomia: o i-Cockpit, controverso no início, amadureceu e hoje convence pela lógica dos atalhos i-Toggles e pelos dois ecrãs de 10”. Em termos de fiabilidade, a família acompanhou as dores de crescimento da era da eficiência: nos PureTech EB2 mais antigos, a correia “húmida” exigiu campanhas e manutenção vigilante; nos BlueHDi, o circuito AdBlue (depósito/bomba/injetor) teve incidências assumidas em múltiplas marcas do grupo. A partir de 2023, a migração para corrente em diversos 1.2 e melhorias no SCR mitigaram parte destas questões. Recalls como o relativo à possível afetação da bomba de vácuo por detritos da correia reforçaram a importância de cumprir planos e atualizações. Na geração atual, a 308 SW posiciona-se como alternativa sensata aos SUV: mede 4,636 m, oferece 608 L de bagageira (548 L nas PHEV) e um equilíbrio notável entre conforto e controlo de carroçaria. Em PHEV, pode circular diariamente em elétrico; em BlueHDi 130 EAT8 mantém custos por km muito baixos em AE. Rivais como Skoda Octavia Combi e VW Golf Variant continuam fortíssimos em espaço absoluto, mas a Peugeot destaca-se pelo design, tactilidade a bordo e um pacote tecnológico competitivo. No usado português, a T7 é a porta de entrada acessível, boa para quem privilegia espaço a baixo custo — escolha Diesel 2.0 HDi bem mantido. A T9 é o doce-spot pelo compromisso de consumos e equipamento, com preferência por BlueHDi 120/150 EAT6 ou PureTech 130 com histórico de correia. A P5 eletrificada é a escolha moderna para trajetos mistos, com PHEV vantajoso se puder carregar e MHEV 136 a reduzir consumo urbano. Em qualquer caso, inspeção técnica, leitura de códigos e verificação de campanhas feitas são passos obrigatórios antes de fechar negócio.