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Juke hero
nissan

Juke

2010 – presente

O Juke inventou o estilo SUV urbano irreverente e, na 2.ª geração, ganhou base CMF‑B, melhor espaço e tecnologia — mantendo a personalidade inconfundível.

MercurySable99
Listings em Portugal
303
Preço médio
€17 728
Segmento
B-SUV
Carroçaria
SUV

Sobre o modelo

Nascido em 2010, o Nissan Juke foi o provocador que abriu caminho aos B‑SUV de estilo vincado. Polarizou gostos, vendeu muito e fixou uma imagem forte que a 2.ª geração (F16, 2019‑pres.) soube modernizar sem perder o ADN. A passagem para a plataforma CMF‑B trouxe mais distância entre eixos e uma bagageira competitiva nas versões a gasolina (422 L), ao mesmo tempo que a eletrónica e os ADAS deram um salto. Em 2022 chegou o Hybrid 1.6 (143 cv), que melhora a eficiência com um sistema multi‑modo sem embraiagem e travagem regenerativa. O facelift de 2024 atualizou o interior com dois ecrãs de 12,3'', novas combinações de acabamentos (incluindo o regresso do amarelo) e um acerto de gama centrado no 1.0 DIG‑T (114/117 cv) e no Hybrid. Dinamicamente, continua mais ágil que a média, embora com conforto dependente do tamanho das jantes. No usado, o F15 (2010‑2019) oferece variedade mecânica — 1.6 atmosférico, 1.2 DIG‑T, 1.5 dCi e 1.6 DIG‑T — e versões de culto como o NISMO RS. Requer, porém, verificação atenta de campanhas/TSB históricos (sensor de pressão de combustível, CVT e corrente em unidades específicas).

Ver história completa

Quando o Nissan Juke foi revelado, em 2010, o segmento B‑SUV praticamente não existia. A Nissan, que já tinha desbravado caminho com o Qashqai, decidiu aplicar a mesma lógica de ousadia a um formato mais pequeno e urbano. A aposta foi estética e emocional: formas musculadas, óticas divididas em três níveis e uma cintura alta que remetia para um coupé. O objetivo era atrair compradores que queriam algo diferente de um utilitário clássico, e disputar terreno aos primeiros crossover de cidade que começavam a despontar. Apresentado no Salão de Genebra de 2010, o Juke arrancou produção em Sunderland (NMUK) para a Europa, tornando‑se rapidamente num ícone de estilo entre os subcompactos. A primeira geração, código F15, assentava na plataforma B da Nissan e estreou com motores 1.6 a gasolina (117 cv), 1.5 dCi (110 cv) e, mais tarde, o 1.2 DIG‑T (115 cv), sempre com um posicionamento muito próprio: mais divertido e chamativo do que prático. Em 2011, a gama ganhou o 1.6 DIG‑T de 190 cv com caixa manual de 6 ou CVT Xtronic e opção 4x4 All Mode 4x4‑i, sublinhando a veia desportiva do modelo. O interior herdou o módulo I‑CON, um comando multifunções que alternava entre climatização e modos de condução, e a imagem exterior foi sendo afinada com um facelift relevante em 2014, que também trouxe a introdução do 1.2 DIG‑T e melhorias de equipamento. Ao longo do ciclo F15, o Juke foi alvo de versões especiais e de um capítulo quase mítico: o Juke NISMO RS, com até 218 cv nas versões manuais (214 cv com CVT AWD), que afinava chassis e travões para um uso mais entusiasta. Ainda mais radical foi o Juke‑R, uma série ultracurta montada pela RML/Severn Valley Motorsport com o V6 biturbo do GT‑R, que cimentou a aura irreverente do modelo e revelou a disponibilidade da Nissan para experiências de imagem. Em paralelo, a distribuição global do Juke incluiu mercados como a China, onde foi vendido um derivado Infiniti ESQ, e regiões de CKD/produção local. A maturidade comercial não iludiu alguns pontos a rever. Em unidades F15 de 2011–2014, a Nissan promoveu um recall (R1418) para o sensor de pressão do rail de combustível. Nos EUA, houve uma campanha voluntária (P4213) para substituir a corrente do 1.6 DIG‑T MR16DDT em anos específicos, além de TSBs para a CVT (limpeza de arrefecedores e procedimentos de calibração/TCM). Em inspeções de usados europeias, foram apontados desgastes de suspensão, eficácia do travão de estacionamento e pequenas avarias elétricas em exemplares mais antigos — nada que toldasse o sucesso, mas relevantes na compra informada. A segunda geração, F16 (2019‑pres.), foi um virar de página. A adoção da plataforma CMF‑B aumentou o espaço interior e a bagageira (422 L na gasolina), melhorou estruturas e trouxe bases modernas para ADAS e infotainment. O motor de arranque foi o 1.0 DIG‑T de 117 cv, com caixa manual de 6 e, pela primeira vez, uma DCT de 7 relações. Em 2022, alinhado com a Europa, surgiu o Juke Hybrid 1.6 (143 cv), que aproveita a arquitetura multi‑modo sem embraiagem da Aliança, capaz de circular longos períodos em elétrico urbano e reduzir consumos. O ciclo de vida do F16 ganhou um facelift em 2024, centrado no habitáculo — dois ecrãs de 12,3'', conectividade atualizada e novas especificações (N‑Sport, Tekna+), além do regresso da icónica cor amarela. A calibração dinâmica manteve a agilidade que sempre distinguiu o Juke, mas continua a privilegiar estilo e resposta imediata face à derradeira amplitude prática de alguns rivais (Captur, Kamiq, T‑Roc). Ainda assim, evoluiu no ruído de rolamento e no perfil de equipamento de segurança ativa. Em termos de impacto cultural, o Juke fixou um arquétipo: o B‑SUV “statement”, escolhido por quem quer um objeto de design tão relevante quanto o automóvel em si. A sua silhueta com puxadores traseiros camuflados e faróis circulares tornou‑se reconhecível nas cidades europeias; versões como a NISMO RS alimentaram a conversa em fóruns e redes sociais, e o Juke‑R garantiu manchetes globais. Para o comprador português em 2026, a radiografia é clara. O F15 é a via mais económica de entrada, mas exige validação de recalls e atenção a CVT e suspensão. O F16 1.0 DIG‑T 114/117 cv é o equilíbrio preço/tecnologia, suficiente para A2/A1 e travessias urbanas, enquanto o Hybrid 1.6 é o campeão de consumos e suavidade — a escolha natural de quem faz cidade e periferias. O valor residual permanece sólido pela imagem forte, e o facelift 2024 reforça o apelo no novo e seminovo. No mercado de usados português, os F15 2010–2016 a gasóleo/gasolina vivem entre 7–12 mil euros, subindo nos últimos anos de produção e em NISMO; os F16 2020–2022 1.0 DIG‑T rondam 16–23 mil euros, e o Hybrid/Facelift 2024 pode chegar aos 30 mil, alinhado com rivais híbridos. O perfil de comprador típico valoriza estilo, tecnologia de conectividade e facilidade urbana, aceitando um espaço traseiro e visibilidade piores do que nos mais pragmáticos do segmento. Em suma, o Juke amadureceu sem perder carisma: de pioneiro estiloso passou a urbano moderno com opção híbrida convincente e um arsenal digital atualizado, mantendo‑se fiel ao papel de B‑SUV que não se confunde com nenhum outro.

Versões e specs

f15-2010-20192010 – 2019

VersãoMotorCombustívelCvCaixa0-100L/100kmCO₂
1.6 117 CV XtronicGASOLINA117AUTOMATICA
1.2 DIG‑T 115 CVGASOLINA115MANUAL
1.5 dCi 110 CVDIESEL110MANUAL
1.6 DIG‑T 190 CV 4x4 CVTGASOLINA190AUTOMATICA
NISMO RS 218 CVGASOLINA218MANUAL

f16-2019-presente2019 – presente

VersãoMotorCombustívelCvCaixa0-100L/100kmCO₂
1.0 DIG‑T 117 CVGASOLINA117MANUAL
1.0 DIG‑T 117 CV DCTGASOLINA117AUTOMATICA
1.0 DIG‑T 114 CV (MY2024)GASOLINA114AUTOMATICA
Hybrid 1.6 143 CVHIBRIDO143AUTOMATICA

Galeria

f15-2010-2019

2014 Nissan Juke Nismo RS photographed in New Castle, Pennsylvania
2014 Nissan Juke Nismo RS photographed in New Castle, Pennsylvania
MercurySable99 · CC BY-SA 4.0
Airport Rd 2018: Richard Hammond doesn't approve xD
Airport Rd 2018: Richard Hammond doesn't approve xD
Shadman Samee from Dhaka, Bangladesh · CC BY-SA 2.0
Nissan Juke (2010-2014) en Valencia.
Nissan Juke (2010-2014) en Valencia.
Dorieo · CC BY-SA 4.0

f16-2019-presente

2019 Nissan Juke NISMO RS in St Kilda Victoria.
2019 Nissan Juke NISMO RS in St Kilda Victoria.
LuvsMG481 · CC BY-SA 4.0
2019 Nissan Juke NISMO RS in St Kilda Victoria.
2019 Nissan Juke NISMO RS in St Kilda Victoria.
LuvsMG481 · CC BY-SA 4.0
2019 Nissan Juke Tekna+ 1.0 Boot Taken at the VIP Preview at Arbury Nissan Leamington Spa
2019 Nissan Juke Tekna+ 1.0 Boot Taken at the VIP Preview at Arbury Nissan Leamington Spa
Vauxford · CC BY-SA 4.0

Geral

A 2013 Nissan Juke Nismo photographed in Lompoc, California
A 2013 Nissan Juke Nismo photographed in Lompoc, California
LukaCali · CC0
2024 Nissan Juke (F16) in Stuttgart
2024 Nissan Juke (F16) in Stuttgart
Alexander-93 · CC BY-SA 4.0
2024 Nissan Juke (F16) Hybrid in Bempflingen
2024 Nissan Juke (F16) Hybrid in Bempflingen
Alexander-93 · CC BY-SA 4.0
Fotos via: MercurySable99 · CC BY-SA 4.0, Shadman Samee from Dhaka, Bangladesh · CC BY-SA 2.0, Dorieo · CC BY-SA 4.0, RL GNZLZ from Chile · CC BY-SA 2.0, Charles · CC BY 2.0, LuvsMG481 · CC BY-SA 4.0, Vauxford · CC BY-SA 4.0, Harvey Bold · CC BY 4.0, LukaCali · CC0, Alexander-93 · CC BY-SA 4.0, Rutger van der Maar · CC BY 2.0, Nissan Press · Press kit, fair use editorial, www.km77.com · Editorial source, fair use editorial

Pontos fortes e fracos

A favor

  • Estilo e personalização únicas no segmento, agora com cockpit moderno (12,3" + 12,3")
  • Agilidade urbana e direção direta; dimensões certas para cidade
  • Hybrid 1.6 muito eficiente e suave em percursos urbanos/suburbanos
  • Bagageira competitiva na gasolina (422 L); bom pacote ADAS
  • Gama ampla no usado (F15) com opções entusiastas como NISMO RS

Contra

  • !Visibilidade traseira e espaço traseiro abaixo dos melhores rivais
  • !DCT (1.0) pode ser brusca a baixa velocidade; conforto piora com jante 19"
  • !Histórico de TSB/recall no F15 (sensor rail, CVT, corrente em anos específicos)
  • !Bagageira menor no Hybrid (354 L) e preços de compra mais altos

Problemas comuns e fiabilidade

Recallf15-2010-2019· Gama F15 2011–2014 (gasolina)· Qualquer

Recall R1418 — Sensor de pressão de combustível (2011–2014)

Em certos Juke 2011–2014, o sensor de pressão do rail podia ficar desapertado e provocar fuga de combustível. A campanha R1418 determinou reaperto/retorque ao binário correto e validação em concessionário.

Fonte ↗
Maiorf15-2010-2019· 1.6 DIG‑T MR16DDT· 80.000–150.000 km (indicativo)

MR16DDT 1.6 DIG‑T — Corrente de distribuição (campanha P4213)

Campanha voluntária (NA) para substituir corrente, guias e roda dentada por degradação/estiramento em Juke 2011–2013 com MR16DDT. Se ignorado o aviso de motor, admite-se risco de falha severa.

Fonte ↗
Maiorf15-2010-2019· F15 com CVT (sobretudo 1.6 DIG‑T)· 60.000–140.000 km

CVT Xtronic (F15) — contaminação/valve body e calibração TCM

Boletins técnicos indicam necessidade de limpeza de arrefecedores de fluido e, com DTCs específicos, substituição do corpo de válvulas e escrita de dados de calibração TCM após trocas de CVT/TCM. Sintomas: vibração, patinagem e proteção térmica.

Fonte ↗
Maiorf15-2010-2019· 1.6 DIG‑T (incl. Nismo/RS)· 70.000–150.000 km

Alimentação de óleo do turbo — tubo/linha de óleo (1.6 DIG‑T)

TSB com atualização de referência para o tubo de alimentação de óleo do turbocompressor. Restrição/contaminação podem reduzir a lubrificação e levar a desgaste prematuro do turbo.

Fonte ↗
Menorf15-2010-2019· Gama F15· 100.000 km+

Suspensão/travões — desgaste e travão de estacionamento

Relatórios de usados apontam desgaste acelerado de componentes de suspensão (buchas, uniões), ineficácia do travão de estacionamento e falhas de iluminação em veículos mais antigos.

Fonte ↗
Recallf16-2019-presente· Hybrid 1.6 (F16, 2022)· Qualquer

Juke Hybrid (2022) — reset do HEVC ao pressionar acelerador e travão

Em unidades produzidas entre 16/06 e 14/12/2022, a pressão simultânea nos pedais podia induzir reset do controlador híbrido (HEVC), aumentando risco de acidente. Campanha europeia emitida para correção.

Fonte ↗

Recalls oficiais

Campanhas de segurança

Campanhas registadas pelo fabricante junto da autoridade norte-americana (NHTSA). Aplicáveis a viaturas vendidas no mercado global — verifica sempre o número de chassi do teu carro junto da marca.

f15-2010-2019 · 2010–2019 · 2 campanhas

  • HIGH14V683000· 28/11/2014· 2014

    FUEL SYSTEM, GASOLINE

    Nissan North America, Inc. (Nissan) is recalling certain model year 2012-2014 Nissan Juke, 2012-2013 Infiniti M56, QX56, and 2014-2015 Infiniti Q70 (V8 engine vehicles only), and QX80 vehicles. The fuel pressure sensors may not have been sufficiently tightened during production…

    Nissan will notify owners, and dealers will re-torque the fuel pressure sensors free of charge. The recall began on January 25, 2015. Owners may contact Nissan customer service at 1-800-647-7261.

    NHTSA ↗
  • HIGH15V418000· 01/2015· 2014

    ELECTRICAL SYSTEM:IGNITION:SWITCH

    Nissan North America, Inc. (Nissan) is recalling certain model year 2014 Versa Sedan vehicles manufactured July 16, 2013, to January 29, 2014, 2013-2014 Cube vehicles manufactured July 3, 2013, to October 21, 2013, and 2013-2014 Juke vehicles manufactured July 3, 2013, to Octobe…

    Nissan will notify owners, and dealers will modify the start/stop switch housing, free of charge. The recall began on August 4, 2015. Owners may contact Nissan customer service at 1-800-647-7261.

    NHTSA ↗

Cobertura limitada: NHTSA cobre carros vendidos nos EUA e a maioria dos globais. Modelos exclusivos da Europa podem não aparecer. Recalls específicos de Portugal/Espanha são publicados pelo IMT e DGT — não agregados aqui.

Manutenção & curiosidades técnicas

Os planos da marca recomendam manutenção anual adaptada a cada motor. No F15 1.2 DIG‑T, o plano oficial indica trocas de óleo e filtro a cada 15.000 km/12 meses, com inspeções regulares de arrefecimento, combustível e travões; no 1.5 dCi, o programa aponta óleo a cada 30.000 km/12 meses, filtro de ar a cada 15.000 km/24 meses e primeira substituição do líquido de refrigeração aos 150.000 km/96 meses (depois cada 75.000 km/48 meses). Nos motores a gasolina prevalece corrente de distribuição (sem trocas programadas), enquanto o 1.5 dCi usa correia — respeite prazos do seu VIN. No F16 1.0 DIG‑T e no Hybrid 1.6, siga o livro de manutenção nacional, mantendo o princípio de revisão anual e atenção a atualizações de software e boletins. Peças com desgaste típico neste modelo incluem pneus (mais rápidos em jante 19''), pastilhas/discos em uso citadino, filtro de habitáculo (12–24 meses), velas iridium em gasolina turbo por intervalos alargados e fluido de travões (2 anos). Em F15 com CVT, verifique histórico de serviços ao arrefecedor e limpezas após intervenções; as DCT do F16 beneficiam de software atualizado. No Hybrid, mantenha software e arrefecimento em ordem e use oficinas credenciadas para manusear o sistema multi‑modo. Em Portugal, o custo de revisão varia bastante entre reparadores e zonas; obtenha sempre orçamentos escritos. O que faz diferença: tipo de óleo (0W‑20/5W‑30 específicos), preço dos filtros originais, eventuais pacotes de mão‑de‑obra e campanhas em vigor. Para reduzir custos ao longo do ciclo, respeite prazos, rodejamentos de pneus, limpezas preventivas de sistemas (travões/ar condicionado) e faça uma inspeção pré‑compra minuciosa no usado (verificando recall R1418, histórico de CVT no F15 e atualizações no F16).

Preços no Carvox

Mínimo: 6490
Médio: 17 728
Máximo: 30 990
5k+
34
10k+
62
15k+
89
20k+
110
25k+
7
30k+
1

FAQ

Compra

Que motor e ano do Nissan Juke fazem mais sentido para uso misto em Portugal: 1.0 DIG‑T ou Hybrid 1.6 (F16 2019‑pres.)?

Para quem faz sobretudo cidade e vias rápidas curtas, o Juke Hybrid (introduzido em 2022, potência combinada de 143 cv) é a escolha mais eficiente e suave, recorrendo a um sistema multi‑modo sem embraiagem inspirado no E‑Tech da Renault. Em ciclo WLTP, a Nissan publicita consumos combinados de 4,7 l/100 km e, além da resposta elétrica imediata, ganha em fluidez urbana. Em contrapartida, a bagageira desce para 354 L (face aos 422 L do gasolina) e o preço de compra é superior. Já o 1.0 DIG‑T (três cilindros turbo, 114/117 cv) é suficiente para autoestrada e nacional, com caixa manual de 6 e opção DCT de 7 relações; após o facelift de 2024, a gama ganhou cockpit com dois ecrãs de 12,3" e novos acabamentos. Em números, o 1.0 DIG‑T faz 0‑100 km/h em cerca de 11,8 s (medição ADAC) e oferece custos de aquisição e seguro mais baixos. Em Portugal, no usado recente (2020‑2022), o 1.0 DIG‑T tende a ser mais acessível; o Hybrid 2022‑2024 pede um prémio, compensado por consumos e etiqueta ambiental. Se roda muito em cidade e valoriza conforto/consumo, vá para o Hybrid; se quer preço de entrada e bagageira maior, o 1.0 DIG‑T mantém-se a compra racional. Fontes: Nissan PT (motores, bagageira), Autocar (facelift 2024), ADAC (performances).

Que intervalos de preços devo esperar no mercado de usados em 2026 por geração e motor?

Com base nos anúncios recentes em Portugal, um Juke F15 (2010‑2016) 1.5 dCi ou 1.6 a gasolina geralmente surge entre 7.000 e 12.000 €, subindo para 12.000–15.000 € nos últimos anos do F15 (2017‑2019) ou nas versões DIG‑T/NISMO bem equipadas. Já o F16 de primeira fase (2020‑2022) com 1.0 DIG‑T 117 cv costuma aparecer entre 16.000 e 23.000 €, enquanto o facelift 2024 com 114 cv e interior atualizado e o Hybrid 1.6 (143 cv) podem ir de 23.000 a 30.000 € consoante quilometragem, histórico e nível (Tekna, N‑Sport, Tekna+). Em rivais diretos, um Renault Captur TCe/E‑Tech, Skoda Kamiq 1.0 TSI e VW T‑Cross/T‑Roc praticam valores semelhantes, mas Captur Hybrid e T‑Roc tendem a cotar acima em versões equivalentes. Avalie também garantia oficial remanescente, registos de revisões e pneus/ travões no anúncio, pois podem alterar 500–1.000 € no custo imediato pós‑compra. (Referencial: preços correntes em anúncios PT e posicionamento de gama em Autocar/What Car?/Nissan PT.)

Manutenção

Quais são os intervalos oficiais de revisão e consumíveis mais críticos no Juke (F15 e F16)?

A marca recomenda manutenções periódicas anuais com quilometragem‑alvo que varia por motor. No F15 1.2 DIG‑T (HRA2DDT), o plano oficial indica trocas de óleo e filtro a cada 15.000 km/12 meses, com verificação de correias e fluídos por escalões; no 1.5 dCi (K9K), o programa aponta óleo+filtro a cada 30.000 km/12 meses e filtro de ar a cada 15.000 km/24 meses, com refrigeração a 150.000 km/96 meses (e depois cada 75.000 km). Os motores a gasolina usam corrente de distribuição (sem trocas programadas), enquanto o 1.5 dCi emprega correia (observar prazos/estado). No F16 1.0 DIG‑T (HR10/HRA0) e no Hybrid 1.6 (sistema multi‑modo), siga o livro de manutenção português do seu VIN, mas como regra prática mantenha inspeções anuais e trocas de óleo a 15–20 mil km para uso normal. Itens que tipicamente exigem atenção: pneus 19'' (desgaste mais rápido), pastilhas/discos em uso citadino, filtros de habitáculo (12–24 meses) e atualizações de software/TCM quando aplicável. Fontes: boletins de manutenção Nissan (1.2T e 1.5D) e manuais 2024.

Caixa automática: devo preferir DCT (1.0) ou evitar CVT dos F15 antigos? Custos e cuidados práticos.

No F15 (2010‑2019), a automática Xtronic é uma CVT associada sobretudo ao 1.6 DIG‑T, tendo histórico de intervenções (arrefecedor/limpeza de radiador, substituição de corpo de válvulas) documentadas em TSBs da Nissan. No F16 (2019‑pres.), o 1.0 DIG‑T usa DCT de 7 velocidades (dupla embraiagem) e o Hybrid 1.6 recorre a uma caixa multi‑modo sem embraiagem. Em termos de manutenção, CVT e DCT beneficiam de trocas preventivas de fluido conforme uso severo, e de atualizações/calibrações de TCM após intervenções. Custos variam, mas trabalhos em CVT com troca de corpo de válvulas podem ser mais onerosos do que uma embraiagem convencional; um serviço de limpeza de arrefecedor/fluído é menos dispendioso e pode prevenir danos. Para prolongar vida útil: evitar sobreaquecimento em subidas/lentas (CVT), cumprir planos de óleo, e ensaiar o carro a frio e quente para detetar vibrações/arranques bruscos (DCT). Fontes: TSBs NHTSA (NTB15‑013, NTB15‑087a, AT12‑009H).

Técnica

Quais são as principais motorizações e números (cv/Nm, desempenho, bagageira) por geração?

F15 (2010‑2019): 1.6 atmosférico 117 cv (CVT/5‑MT), 1.2 DIG‑T 115 cv/190 Nm (6‑MT), 1.5 dCi 110 cv/260 Nm (6‑MT), 1.6 DIG‑T 190 cv (6‑MT/CVT, 2WD/4x4), NISMO RS até 214–218 cv. F16 (2019‑pres.): 1.0 DIG‑T 117 cv (depois 114 cv no MY2024) com 6‑MT ou DCT‑7; Hybrid 1.6 143 cv combinados com caixa multi‑modo. Desempenho típico 1.0 DIG‑T: 0‑100 km/h em ~11,8 s; Hybrid ~10–11 s consoante versão. Bagageira: 422 L (gasolina) e 354 L (Hybrid). A base técnica muda de B‑Platform (F15) para CMF‑B (F16), com ganho de espaço e melhorias de ADAS/infotainment (ecrãs 12,3'' no MY2024). Fontes: Nissan PT (bagageira, gama), Motor1 (CMF‑B, 1.0+DCT), ADAC (performances), Autobild (NISMO RS).

O Juke é menos prático do que os rivais? Que medidas e limitações devo conhecer (Portugal)?

O F16 mede 4.210 mm de comprimento, 1.800 mm de largura (1.983 mm com espelhos) e 1.593 mm de altura, com distância entre eixos de 2.636 mm. É ágil e fácil de estacionar, mas a linha de cintura alta e os pilares C espessos condicionam a visibilidade traseira — sistemas como câmara 360º e sensores ajudam muito nos centros históricos. A bagageira de 422 L (gasolina) é competitiva no B‑SUV; no Hybrid desce para 354 L devido ao pack/bateria. Em estrada, o 1.0 de 114/117 cv é suficiente, mas se vier de um 1.0 TSI 110/115 pode notar respostas diferentes em baixa; a DCT privilegia suavidade após o andamento. Em dinâmica, continua a privilegiar estilo e leveza, ficando atrás dos melhores da classe em espaço traseiro e conforto de suspensão com jante 19''. Fontes: Nissan PT Dimensões, Autocar/ADAC (avaliações de comportamento).

Fiabilidade

Problemas conhecidos do F15 (2010‑2019): há motores ou caixas a evitar no usado?

No F15 há três frentes a monitorizar. 1) MR16DDT 1.6 DIG‑T: a Nissan emitiu campanha voluntária para corrente de distribuição (P4213) em 2011‑2013 nos EUA, para prevenir rotura após degradação; no histórico europeu é menos comum, mas convém confirmar VIN e ruídos a frio em unidades turbo antigas. 2) CVT Xtronic: existem TSBs sobre limpeza de arrefecedores/ radiadores e substituição do corpo de válvulas com DTCs específicos; em ensaio, teste arranques em subida e estabilidade de regime. 3) Itens de chassis e travões: relatórios de usados na Alemanha (ADAC) citam desgaste precoce de componentes de suspensão, travão de estacionamento e escapes nos F15 com mais anos. Além disso, houve recall R1418 (2011‑2014) para o sensor de pressão de combustível. Ao comprar, exija histórico de manutenção e recall cumprido. Fontes: NHTSA (P4213, NTB15‑013, NTB15‑087a, R1418), ADAC (Gebrauchtwageninfo).

E no F16 (2019‑pres.)? O Hybrid tem recalls ou fragilidades reportadas?

O F16 trouxe melhorias de qualidade (CMF‑B) e eletrónica atualizada. Ainda assim, há registos: 1) Juke HEV (2022) — em unidades produzidas entre 16/06 e 14/12/2022, um reset do controlador HEVC podia ocorrer se acelerador e travão fossem pressionados em simultâneo, aumentando risco de acidente; a campanha de recall foi lançada na UE. 2) Em inquéritos de fiabilidade britânicos de 2025, o Juke pontuou abaixo da média, com queixas em bateria 12 V e pequenos bugs eletrónicos; nem sempre imobilizam, mas exigem verificação em garantia. 3) A DCT de 7 relações pode mostrar alguma brusquidão a baixa velocidade (característica de algumas DCT), minimizável com atualizações e condução suave. Recomenda-se verificar histórico de software e fazer ensaio urbano e autoestrada. Fontes: car‑recalls.eu (HEV 2022), What Car? (survey), Autocar (observações de utilização).

Curiosidades

  • 2.ª geração (F16) desde 2019 assenta na plataforma CMF‑B da Aliança, partilhada com Renault Clio/Captur. Fonte: Motor1.
  • Fabricado para a Europa em Sunderland (Reino Unido) desde 2010. Fonte: Wikipedia.
  • Gama atual em PT: 1.0 DIG‑T (114/117 cv) e Hybrid 1.6 (143 cv de potência combinada). Fonte: Nissan PT / Autocar.
  • Bagageira: 422 L (gasolina) e 354 L (Hybrid). Fonte: Nissan PT Dimensões.
  • Atualização 2024 trouxe novo infotainment e painel digital de 12,3'', e regresso do amarelo. Fonte: Autocar/Nissan PT.
  • Juke NISMO RS (F15) chegou aos 214–218 cv; Juke‑R foi série ultralimitada com mecânica GT‑R. Fontes: Autobild / Wikipedia.