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T-Roc hero
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T-Roc

2017 – presente

SUV compacto fabricado em Palmela que conquistou a Europa: prático, bem equipado e agora em 2.ª geração com eletrificação ligeira.

Charles from Port Chester, New York
Anúncios em Portugal
158
Preço médio
€24 327
Segmento
SUV compacto
Carroçaria
SUV

Sobre o modelo

O Volkswagen T-Roc é o SUV compacto que levou a linguagem do Golf para uma carroçaria mais alta e versátil. Fabricado em Palmela (Autoeuropa), posiciona-se entre o T-Cross e o Tiguan, com dimensões que encaixam bem na cidade sem sacrificar bagageira e conforto em viagem. A primeira geração (A11, 2017–2025) usou a plataforma MQB A1, ganhou um facelift profundo em 2021/22 e uma linha mecânica muito ampla: 1.0 TSI, 1.5 TSI, 2.0 TSI até 190 cv, TDI 115/150 e a expressiva versão R com 300 cv e 4Motion. Existiu ainda um raro T-Roc Cabriolet. Em 2025 chega a segunda geração (MQB Evo), que melhora a qualidade percebida, cresce por dentro (mala de 475 L) e eletrifica a gama com os eTSI 1.5 de 116 e 150 cv, sempre com DSG7 e 48V. Mantém a filosofia de “Golf em formato SUV” e acrescenta ADAS atualizados (Travel Assist, Car2X), IQ.LIGHT Matrix e um infotainment mais rápido. Com mais de dois milhões de unidades vendidas desde 2017, o T-Roc tornou-se um dos pilares da VW na Europa. Em Portugal, tem procura muito forte no usado e conserva valor, sobretudo nas versões 1.5 TSI DSG e TDI 150.

Ver história completa

Quando a Volkswagen apresentou o T-Roc em 2017, o mercado europeu de SUV compactos vivia uma ascensão imparável. O objetivo era claro: oferecer a quem sempre escolheu um Golf uma alternativa mais alta, com postura de SUV, mantendo a usabilidade de um compacto do segmento C. A base ser a MQB e a decisão de produzir na Autoeuropa, em Palmela, deram-lhe escala e proximidade aos grandes mercados da UE. A primeira geração, com codinome interno A11 (plataforma MQB A1), estreou no final de 2017 com uma gama de motores muito abrangente. Em gasolina, o 1.0 TSI de 110/115 cv e o 1.5 TSI de 150 cv cobriam a maioria das necessidades, enquanto o 2.0 TSI de 190 cv com 4Motion e DSG respondia a quem queria prestações extra. Em gasóleo, 1.6 TDI 115 e 2.0 TDI 150 cv eram as escolhas de longa distância. A oferta incluía caixas manuais de 6 e a automática DSG7 (DQ200 nas versões de menor binário; DSG húmedas e 4Motion nas potentes). Em 2019, o T-Roc R trouxe o EA888 2.0 TSI com 300 cv e 400 Nm, travão desportivo no topo da gama. Em novembro de 2021, a VW operou um facelift profundo. O T-Roc MY2022 recebeu materiais mais agradáveis no tablier, o MIB3 com ecrãs maiores e faróis IQ.LIGHT Matrix LED. A mala manteve 445 L nas versões 5p FWD (392 L nos 4Motion), mantendo-se um dos mais práticos do segmento. A gama 2022 em diante ainda contemplou TDI 115/150, 1.5 TSI 150 e o R de 300 cv, retirando gradualmente o 2.0 TSI 190. Paralelamente, surgiu o inesperado T-Roc Cabriolet (2019), um descapotável de capota em tecido e quatro lugares reais, focado em mercados muito específicos. Continuou único no mercado e manteve-se em produção enquanto o T-Roc de 5 portas transitava para a nova geração. A segunda geração (apresentada em 2025 e com arranque comercial no outono desse ano) muda para a MQB Evo e foca-se na eletrificação ligeira 48V: 1.5 eTSI de 116 e 150 cv, sempre com DSG e trção dianteira, prometem consumos WLTP em torno de 5,5 l/100 km e maior suavidade. O habitáculo ganha um ecrã central até 12,9″, climatização reconfigurada e head-up display (opção). A mala sobe para 475 L, aproximando-o dos compactos familiares. No plano comercial, o T-Roc consolidou-se como um dos modelos mais vendidos da VW na Europa e em Portugal. O crescimento das vendas após o facelift e a qualidade percebida melhorada cimentaram-no nos rankings, chegando a liderar as preferências da marca em vários meses. Culturalmente, o T-Roc tornou-se o “SUV do Golf”: conhecido, fácil de recomendar e com imagem sólida. A versão R levou-o a track-days e comparações com hot-hatches elevados, enquanto a Cabriolet confirmou a ousadia de colocar um “open top” num segmento improvável. Quanto a fiabilidade, os T-Roc surgem bem cotados nos relatórios TÜV mais recentes para idades jovens, embora a primeira vaga do 1.5 TSI (2018–2019) tenha merecido atualizações por hesitações a frio, e o DSG7 seco (DQ200) exija atenções em altas quilometragens. Houve recalls pontuais (ex.: soldadura do encosto de cabeça traseiro em 2018; direção em 2025–2026), resolvidos pela rede. No usado em Portugal, a procura é intensa. Um 1.0 TSI 2018 com ~100 mil km anuncia-se frequentemente entre 16.500 e 18.500 €; um 1.5 TSI DSG 2019 bem equipado ronda 19.000–21.000 €. O perfil de comprador é familiar urbano que faz AE ao fim de semana; quem roda muito escolhe o 2.0 TDI 150. A chegada do Mk2 deverá estabilizar os preços do Mk1 alto de gama e tornar mais acessíveis os 1.0/1.5 TSI de 2018–2020.

Versões e specs

t-roc-i2017 – 2025

VersãoMotorCombustívelCvCaixa0-100L/100kmCO₂
1.0 TSI 115GASOLINA115MANUAL
1.5 TSI 150 DSGGASOLINA150AUTOMATICA
2.0 TSI 190 4Motion DSGGASOLINA190AUTOMATICA
T-Roc R 2.0 TSI 4Motion DSGGASOLINA300AUTOMATICA
1.6 TDI 115DIESEL115MANUAL
2.0 TDI 150 4Motion DSGDIESEL150AUTOMATICA
Cabriolet 1.5 TSI 150 DSGGASOLINA150AUTOMATICA

t-roc-ii2025 – presente

VersãoMotorCombustívelCvCaixa0-100L/100kmCO₂
1.5 eTSI 116 DSGELECTRICO116AUTOMATICA
1.5 eTSI 150 DSGELECTRICO150AUTOMATICA

Galeria

t-roc-i

Launch: 2017 Engine: 1,0 litre turbo R3 (petrol) Power: 115 PS Gearbox: 6 speed manual Layout: front engine, front drive Location: Stonehaven, Scotland (U.K.)
Launch: 2017 Engine: 1,0 litre turbo R3 (petrol) Power: 115 PS Gearbox: 6 speed manual Layout: front engine, front drive Location: Stonehaven, Scotland (U.K.)
Charles from Port Chester, New York · CC BY 2.0
Launch: 2017 Engine: 1,5 litre turbo R4 (petrol) Power: 150 PS Gearbox: 7 speed DSG Layout: front engine, front drive Location: Inverness, Scotland (U.K.)
Launch: 2017 Engine: 1,5 litre turbo R4 (petrol) Power: 150 PS Gearbox: 7 speed DSG Layout: front engine, front drive Location: Inverness, Scotland (U.K.)
Charles from Port Chester, New York · CC BY 2.0
Launch: 2017 Engine: 1,5 litre turbo R4 (petrol) Power: 150 PS Gearbox: 7 speed DSG Layout: front engine, front drive
Launch: 2017 Engine: 1,5 litre turbo R4 (petrol) Power: 150 PS Gearbox: 7 speed DSG Layout: front engine, front drive
Charles from Port Chester, New York · CC BY 2.0

Geral

O Novo T-Roc | Modelos | Volkswagen Portugal
O Novo T-Roc | Modelos | Volkswagen Portugal
Volkswagen Press · Press kit, fair use editorial
O Novo T-Roc | Modelos | Volkswagen Portugal
O Novo T-Roc | Modelos | Volkswagen Portugal
Volkswagen Press · Press kit, fair use editorial
O Novo T-Roc | Modelos | Volkswagen Portugal
O Novo T-Roc | Modelos | Volkswagen Portugal
Volkswagen Press · Press kit, fair use editorial
Fotos via: Charles from Port Chester, New York · CC BY 2.0, Volkswagen Press · Press kit, fair use editorial, www.km77.com · Editorial source, fair use editorial

Pontos fortes e fracos

A favor

  • Espaço intelligente e mala competitiva (445 L no Mk1, 475 L no Mk2).
  • Gamas mecânicas amplas: de 1.0 TSI eficiente ao T-Roc R (300 cv) e eTSI 48V.
  • Boa insonorização e conforto após 2022; posicionamento premium no segmento B‑SUV.
  • ADAS e iluminação evoluídas (Travel Assist, IQ.LIGHT Matrix LED).
  • Construção europeia (Palmela) e forte valor residual.

Contra

  • !Interação do infotainment menos intuitiva em certas iterações; sliders tácteis não agradam a todos.
  • !Relatos de ruídos/poeira em travões traseiros e desgaste acima da média com uso urbano.
  • !1.5 TSI iniciais (2018–2019) com “kangarooing” a frio; pedir histórico de updates.
  • !Jantes grandes penalizam conforto; 4Motion reduz volume de mala no Mk1.

Problemas comuns e fiabilidade

Maiort-roc-i· 1.5 TSI EA211 (150 cv)· 0–40.000 km (tipicamente em frio)

EA211 1.5 TSI (2018–2019) — “Kangarooing” e hesitações a frio

Em unidades iniciais com 1.5 TSI, sobretudo com caixa manual, há relatos de soluções/oscilações a baixa velocidade quando o motor está frio. A VW lançou atualizações de software da ECU; testar a baixa velocidade é essencial.

Fonte ↗
Maiort-roc-i· 1.0/1.5 TSI; 1.6 TDI (pares de binário moderado)· 80.000–150.000 km

DSG7 DQ200 (0AM/0CW) — mecatrónica P17BF/P189C e judder em manobras

A caixa DSG7 de embraiagens secas pode apresentar falhas na mecatrónica (P17BF/P189C), com luz da transmissão e limitação de marchas. Oficinas especializadas conseguem reparar/"clonar" unidades e readaptar a caixa.

Fonte ↗

Manutenção & curiosidades técnicas

Os T-Roc com programa LongLife têm serviços até 30.000 km ou 2 anos, consoante utilização e indicador no painel. O líquido de travões renova-se aos 3 anos e depois de 2 em 2; filtros de habitáculo costumam ser trocados de 2 em 2 anos, e as velas nos TSI por volta dos 60.000 km/4 anos. Nos TDI é comum prever inspeção/renovação da correia por volta dos 200–210 mil km (confirmar no plano da sua unidade). Em carros que fazem percursos curtos é sensato mudar óleo anualmente, mesmo em LongLife, para minimizar diluição de combustível e vernizes. Custos em Portugal variam bastante entre rede oficial e multimarca. Campanhas de revisão com óleo e filtros podem anunciar-se nos 180–250 € em oficinas independentes; em Concessionário, conte mais. Travões completos traseiros (discos+pastilhas) podem situar-se nos 250–400 € consoante marca das peças. Em DSG7 DQ200 não existe muda periódica de óleo como nos DSG húmedos, mas convém validar adaptações/aprendizagens e ter bateria em bom estado para evitar sintomas erráticos. Nos TDI, planeie orçamento anual para AdBlue se faz muitos quilómetros. Boas práticas: use o Auto-Hold e evite “riding” no acelerador em rampas (poupa embraiagens do DSG seco); faça AE semanalmente 20–30 minutos para manter DPF/AdBlue saudáveis; limpe/inspecione travões traseiros após épocas de chuva para reduzir “squeal” e corrosão. Antes da compra, passe OBD e procure campanhas/recalls em aberto por VIN; uma unidade com histórico completo, pneus recentes e discos sem álipas” é um sinal de boa manutenção.

Preços no Carvox

Mínimo: 14 750
Médio: 24 327
Máximo: 44 990
10k+
1
15k+
26
20k+
79
25k+
29
30k+
17
35k+
5
40k+
1

FAQ

Fiabilidade

Compra — Quanto devo pagar por um T-Roc usado em Portugal e que versões são mais equilibradas?

No mercado português, os T-Roc de primeira geração (2018–2021) com motor 1.0 TSI 115 cv costumam anunciar-se entre cerca de 16.500 e 18.500 €, consoante estado e quilometragem; há vários exemplos em plataformas como AutoUncle/Standvirtual nessa ordem de grandeza para unidades de 2018-2019 com 90–120 mil km. Um 1.5 TSI 150 cv de 2019 com DSG tende a posicionar-se nos 19.000–21.000 € quando bem equipado e com histórico comprovado. Se procura melhor prestação e consumo controlado, o 1.5 TSI é a escolha mais equilibrada face ao 1.0 TSI, mantendo custos razoáveis; os 2.0 TDI 115/150 cv são raros mas interessantes para quem faz muito AE. Evite exemplares sem registos de manutenção; confirme faturas e campanhas/recalls feitos. Rivais diretos como Peugeot 2008 e Hyundai Kona do mesmo ano podem ser ligeiramente mais baratos, mas o T-Roc conserva bem valor. Dica: priorize unidades Life/Style bem equipadas, com 70–100 mil km, inspeção válida e quatro pneus recentes; nas fotos do anúncio procure desgaste irregular de travões/rodas e sinais de repintura. Fontes de preço indicativas: listagens recentes em PT mostram pedidos de 16,5–18 € para 1.0 TSI 2018 e ~18,5–20,5 € para 1.5 TSI 2018-2019.

Manutenção — Quais são os intervalos oficiais no T-Roc e quanto custa uma revisão típica em Portugal?

Nos T-Roc com programa LongLife, a inspeção/óleo é até 30.000 km ou 2 anos (o que ocorrer primeiro), com líquido de travões aos 3 anos e depois a cada 2. Filtros de habitáculo: tipicamente a cada 2 anos; velas (gasolina) por volta dos 60.000 km/4 anos. Em diesel 2.0 TDI, a correia de distribuição pode ir a ~210.000 km (verifique no número de motor e plano da sua unidade). Em Portugal, uma revisão com óleo e todos os filtros em oficina multimarca pode anunciar-se nos 180–250 € (campanhas), subindo em Concessionário e em revisões grandes (travões/velas). Dicas: respeite os prazos variáveis do quadro de bordo, troque o óleo anualmente se fizer percursos curtos e confirme campanhas técnicas/recalls pelo VIN. Nos DSG7 secos (DQ200), não há muda periódica de óleo como nos DSG húmedos, mas é sensato pedir adaptações e atualizações em revisões.

Manutenção — O que olhar num 1.5 TSI/DSG usado e nos TDI com AdBlue?

Nos 1.5 TSI (EA211), especialmente 2018–2020, verifique se recebeu updates de software que mitigam o “kangarooing” a frio; um test-drive a baixa velocidade, subidas/arranques é essencial. No DSG7 DQ200, sinta a suavidade nas manobras e repare em luzes de avaria da transmissão; códigos P17BF/P189C indiciam mecatrónica cansada. Para TDI, garanta histórico de AdBlue (avisos falsos de NOx ou fugas ocasionais foram reportados) e DPF com ciclos de regeneração normais; viagens longas ajudam a saúde do sistema. Orçamentos típicos: um conjunto de travões completo pode ir de 250–500 € em rede independente, enquanto intervenções na mecatrónica ascendem a 1.200–2.000 € em especialistas. Trate a embraiagem dupla com cuidado (sem “riding” no pé de travão em rampas) e atualize o infotainment/MIB conforme campanhas.

Fiabilidade — Quão problemáticos são os 1.5 TSI e o DSG7 no T-Roc?

O 1.5 TSI EA211 inicial (sobretudo 2018–2019 e com caixa manual) ficou associado ao “kangarooing” a frio e hesitações em baixa; atualizações de ECU mitigaram o fenómeno, e as unidades recentes EVO2 mostram melhor afinação. O DSG7 DQ200 (embreagens secas) é eficiente e rápido, mas a mecatrónica pode falhar em altas quilometragens (códigos P17BF/P189C), causáveis por acumuladores/solenóides; oficinas especializadas fazem reparos/"cloning" e adaptações. Boas práticas: evitar segurar o carro no acelerador em rampas (use Auto-Hold) e fazer trajetos que permitam ao motor aquecer. Em relatórios independentes (TÜV), o T-Roc aparece com taxas de reprovação baixas (~4,2% em classes jovens), sugerindo base mecânica sólida quando mantido conforme plano. Diagnostique sempre com OBD antes de comprar.

Fiabilidade — Recalls relevantes e pontos a vigiar no usado?

Há registo de recalls europeus no T-Roc: em 2018, possível soldadura incorreta no encosto de cabeça traseiro/banco traseiro (verificações e correções em campanha); e, já na 2.ª geração, um recall de 2025–2026 relacionado com direção em certos VIN produzidos entre 6/09/2025 e 5/02/2026. No usado, confirme via VIN se todas as campanhas estão cumpridas. Problemas relatados a vigiar: ruídos/sujidade nos travões traseiros (squeal/foghorn após chuva), avisos esporádicos em sistemas AdBlue/NOx nos TDI iniciais e pequenos “bugs” no infotainment. Uma inspeção pré-compra que inclua check a suspensão dianteira (bieletas/top mounts) e leitura de falhas é recomendável; o custo de corrigir travões e pequenos sensores é relativamente contido face a caixas/mecatrónica.

Manutenção

Compra — Vale a pena esperar por um T-Roc de 2.ª geração (2025—) eTSI 116/150 cv face a um 2022 facelift?

Se quer tecnologia e ADAS atualizados (Travel Assist de última geração, head-up display, Car2X) e mais bagageira, a 2.ª geração (MQB Evo) evolui bem no espaço (475 L de mala) e na ergonomia, embora tenha migrado praticamente todos os controlos para o ecrã. A gama arranca com o 1.5 eTSI 116/150 cv sempre com DSG7 e 48V, com consumos WLTP na casa dos 5,5 l/100 km e foco no conforto. O facelift 2022 do Mk1 oferece maior variedade de motores (inclui 2.0 TDI 115/150 e T-Roc R 300 cv) e pode ser melhor compra-valor no usado, com preços bem abaixo dos 30 k€. Em prestações, o 1.5 eTSI 150 aproxima-se do antigo 1.5 TSI 150; por isso, se o orçamento for apertado, um 2022-2024 1.5 TSI DSG bem cuidado entrega 90% da experiência por menos dinheiro. Se prioriza garantia de fábrica plena e o novo infotainment de 12,9″, então o 2025— justifica a espera.

Técnica — Que motores e prestações marcam o T-Roc I e II?

Geração I (A11, MQB A1): gasolina 1.0 TSI 110/115 cv (manual/DSG), 1.5 TSI 150 cv (manual/DSG), 2.0 TSI 190 cv 4Motion DSG e T-Roc R 2.0 TSI 300 cv 4Motion DSG; diesel 1.6 TDI 115 e 2.0 TDI 150 cv (alguns com 4Motion). Bagageira de 445 L (392 L com 4Motion) e massas na casa de 1.3–1.5 t. Geração II (MQB Evo): arranque com eTSI 1.5 116 ou 150 cv, sempre DSG7 e 48V, FWD, consumo WLTP ~5,5 l/100 km e bagageira de 475 L; está previsto o regresso do R em 2027. Em dinamismo, os 150 cv cumprem sem esforço, enquanto o R antigo acelerava forte (0-100 km/h perto dos 5 s baixos, dependendo do ensaio). Se quer binário baixo e autonomia longa, o 2.0 TDI 150 cv Mk1 continua imbatível na AE.

Técnica — Plataformas, caixas e comportamentos: há diferenças sentidas ao volante?

O T-Roc I usa a MQB A1 (parentesco com Golf Mk7) e, após o facelift 2021/22, ganhou melhor insonorização e MIB3. A suspensão é de colunas McPherson à frente e eixo de torção (multibraços nas versões mais potentes/4Motion). O T-Roc II evolui para MQB Evo, com mais rigidez, travessa elástica revisitada e direção mais consistente em AE; adota seletor de marcha na coluna e menos botões físicos. O DSG7 seco (DQ200) equipa motores até ~250 Nm; nas versões 2.0 TSI/TDI há DSG húmedas ou 4Motion consoante ano. Em comportamento, ambos são seguros e previsíveis; jantes 19/20″ penalizam conforto. Mala: 445 L (Mk1) vs 475 L (Mk2). Consumos reais: 6,0–7,0 l/100 km no 1.5 TSI/eTSI 150; 5,0–6,0 l/100 km no 2.0 TDI 150 Mk1 se guiado com calma.

Compra

Vale a pena comprar um T-Roc usado em 2026?

Depende sobretudo do exemplar e nao do modelo. Um T-Roc bem mantido, com historico de revisoes verificavel na marca ou em oficina especializada, quilometragem coerente para o ano e equipamento alinhado com o preco pedido continua a ser uma compra segura no usado portugues. Antes de avancar, vale a pena cruzar tres pontos: comparar o preco com 5-10 anuncios equivalentes no Standvirtual ou Auto SAPO para perceber a faixa de mercado, pedir factura ou comprovativo das ultimas duas revisoes para confirmar manutencao real, e fazer uma inspeccao independente num concessionario ou oficina de confianca para detectar problemas mecanicos ou de carrocaria que nao saltam a vista. Anuncios sem historico documentado, com poucas fotos ou onde o vendedor evita questoes tecnicas concretas sao sinais de alerta. Em geracoes mais antigas, o risco compensa-se com inspeccao mais detalhada e desconto no preco; em exemplares recentes, prefere unidades com garantia de stand ou da marca.

Técnica

Que pontos tecnicos merecem atencao no T-Roc?

As principais variaveis tecnicas a cruzar antes de comprar sao a motorizacao (gasolina, diesel, hibrido ou electrico), a transmissao (manual, automatica convencional, dupla embraiagem DSG/EDC ou CVT) e a geracao/ plataforma do T-Roc. Cada combinacao tem comportamento dinamico e custo de utilizacao diferente: motores a gasolina turbocomprimidos tendem a ser mais leves e responsivos mas pedem combustivel 95+ e podem ter problemas com cadeias de distribuicao em geracoes especificas; motores diesel modernos exigem manutencao rigorosa do FAP e do AdBlue mas oferecem melhor autonomia; hibridos plug-in cortam consumos em uso urbano mas pedem inspeccao da bateria HV antes da compra; electricos puros pedem verificacao do State of Health (SoH) da bateria. Em transmissoes, caixas DSG/DCT podem ter problemas de mecatronica em quilometragens acima de 150.000 km. Confirma sempre potencia (cv), binario (Nm), tipo de traccao (dianteira, traseira, integral) e capacidade da bagageira face a alternativas concorrentes.

Curiosidades

  • Produção europeia principal em Palmela (Autoeuropa), Portugal, desde 2017.
  • Mais de 2 milhões de unidades vendidas até ao lançamento da 2.ª geração (2025).
  • Geração I (A11, MQB A1) com facelift profundo em 2021/22 e versões R (300 cv) e Cabriolet.
  • Geração II (2025—, MQB Evo): gama eTSI 1.5 mild‑hybrid 116/150 cv e ecrã central até 12,9".
  • Bagageira: 445 L (Geração I, 5p FWD) e 475 L (Geração II).
  • IQ.LIGHT Matrix LED e Travel Assist disponíveis nas versões superiores.