Carvoxcar/vox
Tucson hero
hyundai

Tucson

2004 – presente

O Hyundai Tucson é o SUV compacto que escalou da boa relação preço/equipamento à referência tecnológica, com a 4.ª geração (NX4) a oferecer MHEV, HEV e PHEV e um habitáculo de referência.

Dinkun Chen
Anúncios em Portugal
107
Preço médio
€26 578
Segmento
C
Carroçaria
SUV

Sobre o modelo

Lançado em 2004 para enfrentar Qashqai, Tiguan e Kuga, o Tucson evoluiu de proposta racional para um dos SUV‑C mais completos do mercado europeu. A fórmula combina espaço, conforto e uma das gamas de motorizações electrificadas mais amplas do segmento. Após o ix35 (2.ª geração), o Tucson TL de 2015 trouxe mais qualidade, ADAS e a estreia do DCT7 com o 1.6 T‑GDi. Em 2020, a 4.ª geração (NX4) revolucionou o desenho (parametric grille) e o interior digital, mantendo a produção europeia em Nošovice (CZ). O facelift de 2023/2024 afinou ergonomia e conectividade (painéis duplos de 12,3'' e OTA) e, em 2025/2026, a gama recebeu afinações mecânicas (1.6T MHEV 160 cv) e melhorias nos HEV/PHEV. Hoje, o Tucson apresenta-se como escolha sólida para famílias portuguesas que valorizam eficiência, tecnologia e valor residual.

Ver história completa

O Hyundai Tucson nasceu em 2004 (código JM) num momento em que o segmento C‑SUV explodia na Europa. Posicionado abaixo do Santa Fe, foi pensado para captar famílias que migravam de compactos para crossovers com posição de condução elevada e versatilidade. Partilhando base técnica com o Kia Sportage, o Tucson chegou com tração dianteira ou integral e uma gama de motores que, desde logo, o tornaram competitivo face a rivais como o Toyota RAV4 ou o Nissan X‑Trail, abrindo caminho para a notoriedade que viria a alcançar anos depois. A primeira geração (JM, 2004–2010) assentava numa plataforma derivada do Elantra e oferecia motores conhecidos: 2.0 CRDi de 112 e depois 140 cv, 2.0 gasolina de 141 cv e, em alguns mercados, um 2.7 V6 de 175 cv, com caixas manuais de 5 velocidades ou automáticas de 4. O desenho musculado e a boa relação preço/equipamento valeram‑lhe vendas consistentes e uma base fiel de clientes. Em segurança, o modelo obteve classificações sólidas para a época e cimentou a ideia de um SUV acessível com ambições familiares. Em 2009/2010 a segunda geração adoptou o nome ix35 (código LM) na Europa, acompanhando a estratégia de nomenclatura da marca. A técnica evoluiu: apareceu o 1.7 CRDi de 115 cv como passaporte de consumos e impostos mais baixos, e o 2.0 CRDi com 136 ou 184 cv para quem precisava de capacidade de reboque e 4x4. Havia também 1.6 GDi a gasolina. Com 6 velocidades manuais/automáticas e um chassis afinado para conforto, o ix35 consolidou a presença europeia e foi um sucesso em frota e particular. O regresso ao nome Tucson deu‑se em 2015 com a terceira geração (TL). O salto qualitativo foi notório: mais espaço (bagageira até 513 L), melhor isolamento e a chegada de ADAS como aviso de manutenção na faixa, distribuição de binário e travagem autónoma. Estreou também a caixa de dupla embraiagem DCT7 com o 1.6 T‑GDi de 177 cv e uma família Diesel 1.7/2.0 CRDi que, após 2018, ganhou electrificação de 48 V em alguns mercados. A crítica reconheceu a maturidade do produto e o Tucson tornou‑se presença habitual nos tops de vendas europeus. A quarta geração (NX4), revelada em 2020, reposicionou o modelo. A linguagem “Parametric Dynamics” diferenciou‑o visualmente (DRL integradas na grelha), enquanto o interior ficou totalmente digital, com painéis de 12,3'' e conectividade ampla. Para a Europa, o Tucson é produzido em Nošovice (Hyundai Motor Manufacturing Czech) e usa a plataforma N3 em passo curto (2.680 mm). A grande novidade foi a amplitude mecânica: 1.6 T‑GDi 150/160 cv (MHEV 48V), 1.6 CRDi 115/136 MHEV, HEV 230 cv e PHEV 265 cv (6AT e opção HTRAC 4x4), cobrindo quase todos os perfis de utilização. Em 2023/2024 chegou um facelift com melhorias no posto de condução (comandos HVAC dedicados, selector de mudanças na coluna em algumas versões) e actualizações de software OTA, além de afinações nas ADAS. Em 2025/2026, a gama europeia alinhou o 1.6 T‑GDi MHEV para 160 cv em determinados mercados e melhorou eficiência dos híbridos, mantendo a filosofia de oferecer a oferta electrificada mais ampla do segmento. Em termos de versões especiais, o Tucson popularizou o acabamento N Line, de look desportivo, e acumulou distinções em estudos de satisfação e vendas. Globalmente, o modelo ultrapassou os 7 milhões de unidades desde 2004, com mais de 1,4 milhões na Europa, tornando‑se um pilar para a imagem da Hyundai no Velho Continente. Na cultura automóvel, o Tucson passou de ‘compra racional’ para figura recorrente nas listas de mais vendidos em mercados como Reino Unido e Espanha, rivalizando de igual para igual com referências como Volkswagen Tiguan, Ford Kuga, Peugeot 3008 e Nissan Qashqai. Em competição, não tem programa oficial, mas beneficiou do halo tecnológico trazido pelo WRC via i20 e pela dinâmica do sub‑brand N. No usado em Portugal, a procura acompanha a evolução: os TL Diesel 1.7/2.0 são muito populares pelo custo/benefício; os NX4 HEV/PHEV ganham tração em famílias urbanas com possibilidade de carregar em casa. As faixas de preço típicas (maio de 2026) variam de ~5.500–8.500 € (JM) para 9.000–16.000 € (ix35/LM), 13.000–22.000 € (TL) e 23.000–38.000 € (NX4, com HEV/PHEV no topo), dependendo de km, estado e histórico. O comprador tipo valoriza espaço, garantia remanescente e custos controláveis, enquanto as ‘red flags’ mais comuns são campanhas por cumprir, DCT com judder nos TL 1.6T e manutenção irregular em Diesel usados sobretudo em cidade.

Versões e specs

jm2004 – 2010

VersãoMotorCombustívelCvCaixa0-100L/100kmCO₂
2.0 CRDi VGT 140 4x4DIESEL140MANUAL
2.7 V6 175 4x4GASOLINA175AUTOMATICA

lm2010 – 2015

VersãoMotorCombustívelCvCaixa0-100L/100kmCO₂
1.7 CRDi 115 4x2DIESEL115MANUAL
2.0 CRDi 184 4x4DIESEL184AUTOMATICA

tl2015 – 2020

VersãoMotorCombustívelCvCaixa0-100L/100kmCO₂
1.6 T‑GDi 177 4x4GASOLINA177AUTOMATICA
2.0 CRDi 136 4x4DIESEL136AUTOMATICA

nx42020 – presente

VersãoMotorCombustívelCvCaixa0-100L/100kmCO₂
1.6 T‑GDi 150 MHEV 4x2ELECTRICO150AUTOMATICA
1.6 CRDi 136 MHEV 4x4ELECTRICO136AUTOMATICA
1.6 T‑GDi HEV 230 4x2ELECTRICO230AUTOMATICA
1.6 T‑GDi PHEV 265 4x4PHEV265AUTOMATICA
1.6 T‑GDi 160 MHEV 4x2 (MY2026)ELECTRICO160AUTOMATICA

Galeria

jm

HYUNDAI TUCSON (JM) China
HYUNDAI TUCSON (JM) China
Dinkun Chen · CC BY-SA 4.0
HYUNDAI TUCSON (JM) China
HYUNDAI TUCSON (JM) China
Dinkun Chen · CC BY-SA 4.0
HYUNDAI TUCSON (JM) China
HYUNDAI TUCSON (JM) China
Dinkun Chen · CC BY-SA 4.0

lm

Hyundai ix35 II facelift
Hyundai ix35 II facelift
Jengtingchen · CC BY-SA 4.0
A Hyundai ix35 LM, photographed in Sanming , Fujian province, China.
A Hyundai ix35 LM, photographed in Sanming , Fujian province, China.
JamesYoung8167 · CC BY-SA 4.0
A Hyundai ix35 NU, photographed in Shishi , Fujian province, China.
A Hyundai ix35 NU, photographed in Shishi , Fujian province, China.
JamesYoung8167 · CC BY-SA 4.0

Geral

Tested: 2026 Hyundai Tucson - Full review, price & features | Autocar
Tested: 2026 Hyundai Tucson - Full review, price & features | Autocar
www.autocar.co.uk · Editorial source, fair use editorial
Tested: 2026 Hyundai Tucson - Full review, price & features | Autocar
Tested: 2026 Hyundai Tucson - Full review, price & features | Autocar
www.autocar.co.uk · Editorial source, fair use editorial
Tested: 2026 Hyundai Tucson - Full review, price & features | Autocar
Tested: 2026 Hyundai Tucson - Full review, price & features | Autocar
www.autocar.co.uk · Editorial source, fair use editorial
Fotos via: Dinkun Chen · CC BY-SA 4.0, Alexander-93 · CC BY-SA 4.0, Jengtingchen · CC BY-SA 4.0, JamesYoung8167 · CC BY-SA 4.0, M 93 · Attribution, Benespit · CC BY-SA 4.0, www.autocar.co.uk · Editorial source, fair use editorial

Pontos fortes e fracos

A favor

  • Gama de motorizações muito ampla: MHEV, HEV e PHEV, cobrindo vários perfis de utilização.
  • Habitabilidade e bagageira de referência (até ~620 L em versões recentes).
  • ADAS completas (SmartSense) e infotainment moderno com OTA e painéis duplos de 12,3''.
  • Condução confortável e estável; 4x4 HTRAC disponível nas versões mais potentes.
  • Boa relação preço/equipamento face a rivais como Tiguan, Kuga, Qashqai e 3008.

Contra

  • !1.6 T‑GDi pode soar áspero e a DCT7 nem sempre é suave em pára‑arranca.
  • !Autonomia real do PHEV depende muito da carga; em AE sem bateria sobe consumo.
  • !Alguns relatos de desgaste/travões traseiros com uso intensivo de Auto Hold e de resets da 12 V em HEV/PHEV.

Problemas comuns e fiabilidade

Recalltl· 1.6 T-GDi (Gamma) DCT7· 0–60.000 km

DCT7 (DQ200 equivalente) — Reprogramação TCM em 2016 (Campanha 149)

Em alguns TL 2016 com 1.6 T‑GDi e DCT7, a lógica de embraiagem podia provocar ausência de aceleração após paragens em calor/uso específico. O recall actualiza o software da TCM e resolve a hesitação de arranque.

Fonte ↗
Recalltl· Todas as motorizações TL·

Módulo ABS/HECU — risco de curto e incêndio (Recall 195/TSB 21‑01‑010H)

Em 2016–2021 (TL) a NHTSA referiu risco de curto no módulo ABS que podia originar incêndio. A campanha instalou kit de fusível e actualizou software.

Fonte ↗

Recalls oficiais

Campanhas de segurança

Campanhas registadas pelo fabricante junto da autoridade norte-americana (NHTSA). Aplicáveis a viaturas vendidas no mercado global — verifica sempre o número de chassi do teu carro junto da marca.

jm · 2004–2010 · 2 campanhas

  • HIGH06V445000· 22/11/2006· 2007

    AIR BAGS:FRONTAL:DRIVER SIDE:INFLATOR MODULE

    ON CERTAIN SPORT UTILITY VEHICLES, DURING STATIC AIR BAG DEPLOYMENT TESTING CONDUCTED BY NHTSA USING FIFTH PERCENTILE FEMALE DUMMIES INDICATED IF A SMALL STATURED ADULT DRIVER, NOT WEARING A SEAT BELT, IS INVOLVED IN A FRONTAL OR NEAR FRONTAL CRASH, DEPLOYMENT OF THE DRIVER AIR…

    DEALERS WILL REPLACE THE DRIVER AIR BAG MODULE. THE RECALL BEGAN ON JANUARY 29, 2007, AND WILL BE CONDUCTED THROUGH SIX MAILINGS. OWNERS MAY CONTACT HYUNDAI AT 1-800-633-5151.

    NHTSA ↗
  • HIGH09V280000· 21/07/2009· 2007

    EXTERIOR LIGHTING

    HYUNDAI IS RECALLING 3,011 MODEL YEAR 2005-2007 ELANTRA, TUCSON, SONATA, AZERA AND ACCENT VEHICLES. A MALFUNCTIONING STOP LAMP SWITCH MAY CAUSE THE BRAKE LIGHTS TO FAIL TO ILLUMINATE WHEN THE BRAKE PEDAL IS DEPRESSED OR MAY CAUSE THE BRAKE LIGHTS TO REMAIN ILLUMINATED WHEN THE…

    DEALERS WILL REPLACE THE STOP LAMP SWITCH FREE OF CHARGE. THE RECALL BEGAN ON SEPTEMBER 2, 2009. OWNERS MAY CONTACT HYUNDAI OF PUERTO RICO CUSTOMER SERVICE AT 1-787-999-4310.

    NHTSA ↗

Cobertura limitada: NHTSA cobre carros vendidos nos EUA e a maioria dos globais. Modelos exclusivos da Europa podem não aparecer. Recalls específicos de Portugal/Espanha são publicados pelo IMT e DGT — não agregados aqui.

Manutenção & curiosidades técnicas

A recomendação de base é cumprir o plano anual ou a cada 15.000–30.000 km (consoante motor e condições de utilização), usando sempre lubrificantes e consumíveis aprovados. Em Diesel (LM/TL) vigiar EGR e DPF/FAP, sobretudo se o carro fizer muita cidade: completar regenerações, usar gasóleo de qualidade e não desligar o motor durante o processo ajuda a evitar entupimentos. Nos HEV/PHEV (NX4), o foco é o software (OTA), o circuito de arrefecimento híbrido e o estado da bateria de 12 V — se o carro estiver parado vários dias, conduzir 20–30 minutos após o ‘12V reset’ acelera a recuperação. Em Portugal, uma revisão ‘normal’ ronda 200–300 € (óleo, filtros, verificações) e uma ‘grande’ 400–600 € (filtros adicionais, velas em gasolina, líquidos e, quando aplicável, ATF/embreagens DCT). Travões traseiros podem exigir atenção em uso citadino com Auto Hold; a rotação de pneus e alinhamento a cada 15–20 mil km preservam conforto e consumos. Em DCT7 (TL e alguns NX4), um relearn de embraiagens pode suavizar manobras; se persistirem ‘judders’ após actualizações, prepare um orçamento para embraiagens. Boas práticas reduzem custos: inspeccionar bieletas/buchas da barra estabilizadora (ruídos típicos em pisos degradados), trocar filtros de combustível em Diesel no prazo, manter a climatização (filtro de habitáculo/evaporador) e verificar correias auxiliares/BSG nas versões MHEV. Antes de comprar, confirme campanhas/recalls no VIN (ABS/HECU em TL e painel em 2025–2026), peça comprovativos de manutenção e prefira unidades com uso regular, especialmente em HEV/PHEV.

Preços no Carvox

Mínimo: 18
Médio: 26 578
Máximo: 51 600
0k+
2
5k+
3
10k+
3
15k+
13
20k+
25
25k+
34
30k+
11
35k+
6
40k+
8
45k+
1
50k+
1

FAQ

Fiabilidade

Compra — Que preços devo esperar no usado em Portugal por geração do Hyundai Tucson?

No mercado português, os Tucson JM (2004–2010) surgem tipicamente entre 5.500 e 8.500 € quando bem mantidos e com 180–250 mil km. Os ix35 (LM, 2010–2015) mais procurados são os 1.7 CRDi 115 cv 4x2 com histórico completo, usualmente entre 9.000 e 14.000 €; as versões 2.0 CRDi 4x4 e melhor equipamento sobem para 13–16 mil €. A geração TL (2015–2020) abre por 13–14 mil € nos 1.7 CRDi 115, e pode ir até 20–22 mil € nas 2.0 CRDi 136/184 cv 4x4 ou nos 1.6 T‑GDi 177 DCT bem apetrechados. O NX4 (2021–presente) aparece a partir de cerca de 23–25 mil € nos 1.6 T‑GDi 150 MHEV e 27–32 mil € nos HEV/PHEV, escalando para 35–38 mil € em unidades recentes e pouco rodadas. Em Maio de 2026, anúncios portugueses e espanhóis mostram PHEV 265 cv por 27–30 mil € com 2021–2023 e 60–90 mil km, enquanto um 2024 CRDi anunciava-se em Portugal a ~34 mil €. Use sempre o histórico de manutenção e verifique recalls abertos via VIN.

Manutenção — Quais os intervalos de revisão e custos típicos em Portugal?

Seguir o livro de manutenção é crucial. Para a maioria dos Tucson a marca programa serviço anual ou a cada 15.000–30.000 km (consoante motorização e condições). Em Portugal, uma revisão de manutenção normal em oficina da rede ronda 200–300 € (óleos, filtros, verificações); uma revisão grande (com filtros adicionais e velas em gasolina, ou fluidos/ATF onde aplicável) pode ir aos 400–600 €. Nos Diesel convém monitorizar FAP/AdBlue (onde aplicável) e EGR; nos HEV/PHEV o custo desloca-se para travões (menos desgaste com regeneração, mas atenção a gripagens por uso citadino), arrefecimento híbrido e eventual substituição da bateria de 12 V. Lubrificantes corretos (ACEA C3 para Diesel c/FAP, por exemplo) e trocas no prazo evitam problemas de turbo/DPF.

Fiabilidade — Quais os problemas e recalls a verificar nos usados TL (2015–2020)?

Nos TL 1.6 T‑GDi com DCT7 houve um recall (campanha 149) para reprogramação do módulo da transmissão para evitar falha de engate a quente e hesitação ao arrancar. Outra campanha relevante envolveu o módulo ABS (Recall 195/TSB 21‑01‑010H) por risco de curto‑circuito e incêndio, com instalação de fusível e actualização de software. Em ensaios de longa duração e fóruns, alguns relataram judder/hesitações do DCT em baixa ou após trânsito intenso — teste em drive‑test frio e quente e confirme histórico de campanhas no VIN. Diesel: manter EGR e DPF limpos reduz avarias recorrentes.

Fiabilidade — E no NX4 (2020–presente), o que devo saber antes de comprar?

Em 2026 foi lançado um recall (26V047) para possível falha do painel de instrumentos por erro de software em 2025–2026 (Tucson HEV/PHEV e algumas versões ICE); a correcção é via OTA ou concessionário. Em unidades HEV/PHEV é relativamente comum a necessidade de ‘12V Battery Reset’ após longos períodos parado; preferir carros que circulam regularmente e verificar tensão/estado da bateria de 12 V. Em alguns mercados, surgem relatos de travões traseiros a gripar por uso intensivo de Auto Hold; peça prova de manutenção recente de travões. Em estrada, o 1.6T é competente mas ligeiramente áspero; faça test‑drive alargado e confirme campanhas em aberto.

Técnica

Compra — Gasolina 1.6 T‑GDi, Diesel 1.6/2.0 CRDi, HEV ou PHEV: qual escolher?

Perfis urbanos e trajetos curtos beneficiam dos HEV (sistema 1.6 T‑GDi 230 cv, 6AT), com consumos reais 6–7 l/100 km. Quem faz AE longas e quilometragens altas pode preferir o 1.6 CRDi 136 MHEV (DCT/4x2/4x4) ou o antigo 2.0 CRDi 136/184 cv (TL), capazes de 5–6 l/100 km em andamento estabilizado. O 1.6 T‑GDi MHEV 150/160 cv é equilibrado para uso misto e menos complexo que HEV/PHEV; 0–100 km/h em ~9,5–10,0 s. O PHEV 265 cv (bateria ~13,8 kWh) dá 40–60 km elétricos no dia‑a‑dia e prestações de 0–100 em ~8 s, mas requer tomada diária e consome 7–9 l/100 km em AE sem carga. Em usado, compare também rivais directos (Kuga, Tiguan, Sportage, Qashqai, 3008); os PHEV rivais costumam custar +2–4 mil € equivalentes.

Técnica — Quais as potências, transmissões e prestações-chave por geração?

JM (2004–2010): 2.0 CRDi 112/140 cv (M5/4AT), 2.0 gasolina 141 cv, 2.7 V6 175 cv. LM/ix35 (2010–2015): 1.6 GDi 135 cv, 1.7 CRDi 115 (M6), 2.0 CRDi 136/184 (M6/6AT), 4x2/4x4. TL (2015–2020): 1.6 T‑GDi 177 (7DCT, 4x2/4x4), 1.7 CRDi 115/141, 2.0 CRDi 136/184; após 2018, 2.0 CRDi MHEV 48V e 8AT em alguns mercados. NX4 (2020–): 1.6 T‑GDi 150/160 (M6/7DCT), 1.6 CRDi 115/136 MHEV (7DCT), HEV 230 (6AT) e PHEV 265 (6AT, 4x4). Prestações típicas: 0–100 km/h 9,5–10 s (1.6T 150/160), 7,8 s (HEV 230), 8,2 s (PHEV 265). Bagageira EU até 620 L nas versões recentes.

Técnica — Que plataforma e capacidades tem o Tucson actual na Europa?

A 4.ª geração (NX4) europeia usa a plataforma N3 em versão de distância entre eixos curta (2.680 mm). Oferece ADAS avançados (SmartSense) e infotainment com painéis duplos de 12,3''. A gama inclui MHEV 48V, HEV e PHEV (com 6AT e opção HTRAC 4x4). A lotação é de 5 lugares e a bagageira declara até 620 L em facelift, podendo chegar a ~1.799 L com bancos rebatidos 40:20:40. Os PHEV declaram ~13,8 kWh de capacidade e autonomia WLTP na casa dos 60–70 km, adequada a deslocações diárias com carga regular.

Manutenção

Manutenção — Há peças com desgaste típico a vigiar no Tucson?

Sim. Nos JM/LM Diesel é frequente a necessidade de limpeza/substituição de EGR e atenção ao FAP em uso urbano. Nas unidades TL 1.6 T‑GDi com DCT7 podem surgir hesitações em arranques/lento (há software de caixa atualizado); embraiagens do DCT desgastadas aos 80–150 mil km não são raras em uso severo. No NX4 HEV/PHEV é comum a bateria de 12 V ‘pedir’ reset após longos períodos parado; vale a pena usar o botão de 12 V reset e conduzir 20–30 min para recarga. Em todos, verifique bieletas/buchas da barra estabilizadora dianteira (ruídos em piso degradado) e desgaste de travões traseiros se usa Auto Hold com frequência.

Compra

Vale a pena comprar um Tucson usado em 2026?

Depende sobretudo do exemplar e nao do modelo. Um Tucson bem mantido, com historico de revisoes verificavel na marca ou em oficina especializada, quilometragem coerente para o ano e equipamento alinhado com o preco pedido continua a ser uma compra segura no usado portugues. Antes de avancar, vale a pena cruzar tres pontos: comparar o preco com 5-10 anuncios equivalentes no Standvirtual ou Auto SAPO para perceber a faixa de mercado, pedir factura ou comprovativo das ultimas duas revisoes para confirmar manutencao real, e fazer uma inspeccao independente num concessionario ou oficina de confianca para detectar problemas mecanicos ou de carrocaria que nao saltam a vista. Anuncios sem historico documentado, com poucas fotos ou onde o vendedor evita questoes tecnicas concretas sao sinais de alerta. Em geracoes mais antigas, o risco compensa-se com inspeccao mais detalhada e desconto no preco; em exemplares recentes, prefere unidades com garantia de stand ou da marca.